A (re) emergência de conflitos regionais

Os Fundamentalismos

O fundamentalismo afeta todas as religiões e reflete-se em várias manifestações fundamentalistas. A evolução do fundamentalismo é uma realidade em muitas regiões do mundo, como em Israel e na Palestina, na Argélia, nos Estados Unidos e no Afeganistão, que pode ser realizado por grupos extremistas ou pelo próprio Estado do país em questão. Isto põe em causa a instabilidade do país e a insegurança da população. Quando se dá o fim da tensão ou conflito percebe-se que existe um número alto de feridos e mortes.

fundamentalismo - Infopédia (infopedia.pt) 

Conflito entre Israel e Palestina

O conflito entre o Israel e a Palestina localiza-se no Médio Oriente, surgiu por volta do ano de 1947 e iniciou-se com o facto da ONU ter aprovado a divisão da Palestina num Estado judeu e outro árabe. Um ano depois, Israel é proclamado país e isto fez com que os palestinos tenham ficado sem Estado. 

Evolução dos territórios no conflito
Evolução dos territórios no conflito

A tensão entre Israel e Palestina mistura política e religião, estende-se há mais de 70 anos e já causou milhares de mortos dos dois lados.  

Entenda a guerra entre Israel e Hamas | CNN Brasil 

Causas do conflito entre Israel e a Palestina

O confronto travado entre Israel e Palestina é um dos conflitos de mais longa duração da história da humanidade. Estende-se oficialmente desde a década de 1940, embora a década de 1930 tenha presenciado uma crescente tensão e violência entre judeus e árabes. 

Historicamente, o conflito entre israelenses e palestinos explica-se pelo controlo da Palestina. Embora exista a questão da religião, que importa muito mais quando o assunto é Jerusalém, a rivalidade entre israelenses e palestinos tem motivos políticos, principalmente, e que envolvem o controlo daquele território.

Mais recentemente, muitos analistas apontam que o confronto atualmente envolve novos aspectos, os quais estão em torno da maneira violenta pela qual Israel trata a população palestina que reside seja em Israel, seja nos territórios palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Assim, a população palestina luta para conseguir a sua autodeterminação (uma vez que o Estado da Palestina não existe, oficialmente), mas também para conquistar melhores condições de vida, pois alegam que Israel os mantém em condições degradantes, limitando o acesso da população a recursos básicos, como água, e sufocando a população de Gaza com um bloqueio econômico que estende-se desde 2007, entre outros fatores.

Israel, por sua vez, defende as suas ações afirmando que se justificam no contexto de combate ao Hamas (organização considerada terrorista pelos israelenses e que comanda a Faixa de Gaza desde 2006). Sendo assim, Israel afirma que os seus ataques e todas as outras ações que são tomadas visam exclusivamente a prejudicar o Hamas. Israel ainda acusa o Hamas de usar a população civil da Palestina como escudo humano.

Conflitos entre Israel e Palestina - Brasil Escola (uol.com.br) 

Os Nacionalismos

Nacionalismo de direita

O nacionalismo de direita defende a exaltação da nacionalidade e os seus aspetos culturais e históricos, resulta de uma ideia de superioridade em relação a outras culturas, chegando mesmo a comportamentos de preconceito e xenofobia. Afirmam ser necessário a mobilização da sociedade sobre um Estado totalitário de partido único, comandado por um líder forte. Rejeitam também a globalização e a cooperação económica entre nações defendendo assim uma economia mista e protecionista, visando a autossuficiência do país. A sua ideologia tem caráter ultraconservador e extremista, utilizando muitas vezes a violência como forma de poder. Este tipo de nacionalismo associa-se ao fascismo, regime autoritário imposto em Itália, por Mussolini, e também ao nazismo na Alemanha ou ao Estado Novo em Portugal.

Foto: Nacionalismo de direita 


Nacionalismo de esquerda

Apesar de hoje em dia associarmos o nacionalismo à direita, a verdade é que foi uma invenção da esquerda, começou por ser uma resposta contra a Europa do século XIX que era principalmente imperial. Mais tarde o termo passou a ser mais usado pelas políticas de direita. O nacionalismo de esquerda define-se por uma forma de nacionalismo apoiada na igualdade social, na soberania popular e na autodeterminação nacional.

Ao contrário do nacionalismo de direita, este favorece uma plataforma racialista, não desfavorecendo as minorias. Apesar disso, esta inclui o anti-imperialismo e movimentos de libertação patriarcal. Afirmam ser necessário a mobilização da sociedade sobre um Estado totalitário de partido único, comandado por um líder forte. Rejeitam também a globalização e a cooperação económica entre nações defendendo assim uma economia mista e protecionista, visando a autossuficiência do país. A sua ideologia tem caráter ultraconservador e extremista, utilizando muitas vezes a violência como forma de poder. Alguns dos mais conhecidos movimentos nacionalistas de esquerda foram, em Cuba, o Socialismo de Fidel Castro; com Nelson Mandela o Congresso Patriarcal Africano e na Índia, o Exército Nacional Indiano.

Foto: Nacionalismo de esquerda 

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Outros conflitos

As Guerras da Água

Um aspeto regularmente esquecido sobre o aquecimento global é a disponibilidade hídrica. Que devido ao aquecimento global, poluição e outros variados fatores torna-se menor, havendo assim maior escassez de água. Com maior escassez, as pessoas tornam-se mais agressivas em defender os seus direitos à água, criando assim guerras da água. Abastecer as regiões mais carenciadas, já é por si uma tarefa difícil, e que vai ficar cada vez mais difícil. 

Existem pelo menos 17 país que têm o seu sistema hídrico constantemente em ponto de rotura e sofrem regularmente de secas devido à sua localização geográfica. A geografia não é o único fator que afeta a disponibilidade de água, pois a má infraestrutura, desperdício de água e a poluição afetam essa mesma disponibilidade. A escassez é amplificada pelo aquecimento global, e esse impacto foi sentido na Cidade do Cabo na África do Sul em 2018. A cidade foi obrigada a aplicar o plano Dia Zero que consistia num conjunto de medidas que controlava estritamente o uso de água pela cidade. Caso a situação piora-se, e a cidade chega-se ao Dia Zero, grande parte das fontes de água seriam cortadas.

Disponibilidade de água
Disponibilidade de água

As Nações Unidas preveem que em 2025, 2/3 da população mundial irá viver em zonas que sofrem de escassez de água, e que a falta de água poderá deslocar 700 milhões de pessoas. Segundo o Centro Comum de Investigação a probabilidade do conflito transfronteiriço chegará aos 95%. A União Europeia prevê que os rios com maior probabilidade de serem palcos de guerras da água são, o rio Nilo, o rio Ganges, rio Indo, rio Tigre/ Eufrates e o rio Colorado. As guerras da água podem ser causadas por variados fatores, os mais comuns são a poluição ou por interferência com os níveis de água dessa mesma fonte. Um exemplo desse mesmo conflito devido ao nível da água é a do Egito. 

Trabalho_geografia_c_grupo_f (genial.ly) 

Tensão entre Índia e Paquistão 

Historicamente disputas por recursos hídricos são um dos fatores que levam a conflitos transfronteiriços. As disputas por parte da Índia e do Paquistão sobre a região de Caxemira e os direitos do rio Indo é outro exemplo, que neste caso envolve dois países com capacidade nuclear. A construção de barragens e a intervenção humana no trajeto do rio são, mais uma vez, dos principais fatores que levam a uma inflamação das tensões entre o Paquistão e a Índia, adicionando ainda mais tensão.

A insuficiência hídrica também é causa de instabilidade regional, e essa mesma instabilidade poderá levar a queda total de governos, guerra civil e poderá mesmo causar um impacto multinacional, numa espécie de bola de neve.

Conflito na rua entre pessoas indianas e paquistas
Conflito na rua entre pessoas indianas e paquistas

Cresce tensão entre Índia e Paquistão na linha de cessar-fogo na Caxemira - 07/01/2021 - UOL Notícias

Escassez de água 

Nº de famílias em Conflitos pela água
Nº de famílias em Conflitos pela água

UNICEF PORTUGAL LANÇA APELO "A ÚLTIMA GOTA: DOE ÁGUA" @ UNICEF

Conclusão...

Vivemos num mundo fragmentado. Fragmentado por todos os conflitos que temos vindo a assistir, e que separam nações e sociedades, baseados na falta de tolerância, nos extremismos e, principalmente, na ignorância. Tanto os nacionalismos como os fundamentalismos surgiram quando a sociedade estava mal, farta da maneira como vivia, como vimos na Alemanha com Hitler, ou através de ideais impostos na cabeça das pessoas que muitas vezes procuram algo em que acreditar ou um escape nas suas vidas, como nos fundamentalismos religiosos, porém, tanto numa razão como noutra, ambas baseiam-se no facto de os seus líderes aproveitarem-se das fragilidades e ignorância dos seus povos para ganharem poder, sem olhar a meios. 

As guerras da água, são outra fonte de grandes tensões, por ser um bem tão essencial, causa tantos conflitos entre nações, situações como a tensão Egito e Etiópia ou a Índia e o Paquistão, são problemas que, a meu ver, poderiam resolver-se a nível diplomático, se houvesse mais compreensão de ambas as partes. É por isso que o fomento da democracia é crucial para a estabilidade e segurança internacional. A ONU tem um papel fundamental em conservar a paz através das suas intervenções económicas e militares, inclusive com os capacetes azuis.

Lista de trabalhos que devem constar no portfólio

Pedido pela professora

  • Um conflito 

Adicionado por mim

  • Os Fundamentalismos 
  • Os Nacionalismos 
  • Nacionalismo de direita 
  • Nacionalismo de esquerda
  • As guerras da água 
  • Tensão entre a Índia e Paquistão 
  • Escassez de água 
  • Conclusão


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